A Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia (FOUFBA) aprovou um novo código de vestimenta que proíbe o uso de shorts curtos, minissaias, croppeds, roupas decotadas e bonés em todos os ambientes acadêmicos e assistenciais, incluindo o ambulatório de atendimento ao público. A medida, já em vigor e confirmada pela diretoria, foi justificada por questões de biossegurança e segurança — a direção alega que roupas curtas favorecem contaminação em ambiente ambulatorial e que bonés dificultam a identificação por câmeras de monitoramento em casos de furto.
A decisão, no entanto, gerou revolta entre os estudantes, especialmente as mulheres, que criticaram o teor conservador da norma em pleno verão soteropolitano. Em grupos de redes sociais, protestos ironizaram: “É 1800, é? Um calor de Salvador e não poder usar um cropped” e “As pacientes, antes de irem cuidar da saúde bucal pelo SUS, vão antes na Avenida Sete comprar roupas adequadas?”. Para muitos, a universidade pública deveria pautar-se pela diversidade e pelo conforto térmico, e não por restrições que recaem desproporcionalmente sobre o vestuário feminino.