Governador questionou gestão da capital baiana e citou problemas na coleta de lixo, infraestrutura e indicadores sociais
O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, voltou a criticar a administração de Salvador durante entrevista concedida a uma rádio da capital nesta terça-feira (25). Ao comentar a situação da limpeza urbana, o governador afirmou que a cidade estaria sofrendo com problemas na coleta de lixo e questionou a atuação do grupo político que administra o município há mais de uma década.
“Eu não concordo que Salvador seja entregue ao lixo”, afirmou Jerônimo, ao citar também questões relacionadas à infraestrutura urbana, áreas verdes e indicadores de alfabetização.
Durante a entrevista, o governador direcionou as críticas ao atual prefeito, Bruno Reis, e ao ex-prefeito ACM Neto, adversário político do grupo governista. Jerônimo classificou como “pequena” a postura do ex-prefeito em algumas discussões políticas e também fez referência a declarações já feitas por Neto sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar das críticas à oposição, Jerônimo afirmou que pretende manter o debate no campo político e administrativo.
“Eu não o desrespeitarei nunca. Ele foi prefeito, ele foi deputado, eu o trato como oposição. E eu debato no âmbito da temática, do conteúdo”, declarou.
O governador também defendeu projetos da atual gestão estadual, entre eles o VLT, alvo frequente de críticas da oposição. Segundo Jerônimo, o sistema está em funcionamento e deverá ser ampliado.
“Eu não concordo que a oposição venha negando o VLT. O VLT está rodando e nós vamos ampliar até Camaçari”, afirmou.
Mas e a Bahia?
As declarações de Jerônimo sobre os problemas de Salvador também provocam um questionamento político: ao cobrar soluções para o lixo, infraestrutura e indicadores sociais da capital, como o governo estadual avalia os mesmos problemas espalhados pelo interior da Bahia?
A crítica ao adversário faz parte do jogo político, mas também coloca em evidência a necessidade de discutir problemas que ultrapassam os limites de Salvador e atingem diversos municípios baianos.