A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, conhecida como PrEP, é uma estratégia de prevenção oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas que apresentam maior possibilidade de exposição ao vírus.
A PrEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais antes de uma possível exposição ao HIV. A medicação atua bloqueando caminhos utilizados pelo vírus para infectar o organismo e, quando utilizada corretamente, reduz de forma significativa o risco de infecção.
Atualmente, a PrEP oral disponibilizada pelo SUS combina os medicamentos tenofovir e entricitabina. O tratamento pode ser utilizado de forma diária e, em situações específicas, também existe a modalidade sob demanda, cuja indicação depende da avaliação de um profissional de saúde.
É importante destacar que a PrEP previne especificamente a infecção pelo HIV. Ela não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia, clamídia e HPV, e também não evita uma gravidez. Por isso, a prevenção combinada, que pode incluir preservativos, testagem e outras estratégias, continua sendo recomendada.
Para ter acesso à PrEP pelo SUS, a pessoa deve procurar um serviço de saúde que ofereça a profilaxia. O atendimento envolve avaliação individual, testagem para HIV e acompanhamento periódico para verificar a segurança e a eficácia do tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 356 mil pessoas já iniciaram o uso da PrEP no Brasil desde a incorporação da estratégia ao SUS.
Outra informação importante é a diferença entre PrEP e PEP. A PrEP é utilizada antes de uma possível exposição ao HIV. Já a PEP é uma medida de emergência para situações em que uma pessoa pode ter sido exposta ao vírus e precisa ser iniciada o mais rápido possível, em até 72 horas após a exposição.
A PrEP é, portanto, mais uma ferramenta de prevenção disponibilizada gratuitamente pelo SUS e pode ajudar a reduzir a transmissão do HIV no país.