A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para o Enhertu (trastuzumabe deruxtecan), ampliando o uso do medicamento no tratamento do câncer de mama HER2-positivo.
Com a decisão, a terapia poderá ser aplicada mais cedo na jornada de tratamento: em pacientes que, mesmo após quimioterapia, terapia-alvo e cirurgia, ainda apresentam sinais da doença — a chamada doença invasiva residual, quando células cancerígenas permanecem no tecido retirado na cirurgia.
Esse grupo tem maior risco de recidiva. Segundo a Anvisa, até 25% dos pacientes com doença residual podem ter o retorno do câncer em até 10 anos.
O oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, destacou que o medicamento já era utilizado em outros contextos, especialmente em tumores HER2-positivos avançados. A nova aprovação amplia as possibilidades de tratamento precoce, oferecendo mais uma opção terapêutica para pacientes com alto risco de reincidência da doença.