Há três anos, uma cuidadora foi flagrada por câmera escondida agredindo uma idosa com AVC em pleno Ceará. As imagens mostram tapas e violência contra a mulher de 85 anos, que já aparecia com hematomas. A família denunciou, mas a suspeita desapareceu e o caso travou.
A vítima faleceu em março deste ano sem ver a acusada responder pelos crimes. O episódio escancara a fragilidade da proteção a idosos e a lentidão da Justiça.
Para evitar tragédias assim, especialistas defendem: exigir antecedentes criminais de cuidadores, denunciar ao Disque 100 ao menor sinal de agressão e agilizar os processos judiciais. Em casos com morte, a pena pode chegar a 14 anos, mas isso só funciona se a lei for aplicada com rapidez. Enquanto a impunidade durar, outros idosos continuarão em risco.