O pedreiro Edilson Takahara chamou a atenção dos desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) ao realizar pessoalmente a sustentação oral em um processo no qual defendia os próprios direitos trabalhistas. O julgamento aconteceu no dia 17 de agosto, durante sessão da Segunda Turma da Corte. O trabalhador participou da sessão para contestar um recurso apresentado pela empresa que o havia contratado e que não reconhecia a existência de vínculo empregatício.
Para se preparar, Takahara estudou noções básicas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os detalhes do próprio processo. Durante sua fala, ele relatou a dificuldade de estar diante dos magistrados e afirmou que precisou superar o medo e os comentários de pessoas que diziam que ele não conseguiria se defender. “Foi muito difícil”, declarou. Após a sustentação, o desembargador Sandro Nahmias Melo, relator do processo, parabenizou o pedreiro e destacou a importância de o trabalhador poder exercer diretamente o direito de realizar sustentação oral perante o tribunal.
No julgamento, a Segunda Turma do TRT-11 negou o recurso apresentado pela empresa e manteve o reconhecimento do vínculo empregatício estabelecido na decisão anterior. O caso ganhou destaque pelo esforço de Takahara, que, mesmo sem formação jurídica, estudou a legislação e os detalhes do processo para defender pessoalmente seus direitos diante dos desembargadores.