Sargento da reserva é condenado por liderar milícia armada envolvida em conflitos de terra no oeste da Bahia

Um sargento da Polícia Militar da reserva foi condenado pela Justiça por liderar uma milícia privada armada que atuava em conflitos fundiários na região de Correntina, no oeste da Bahia. A decisão, proferida na última terça-feira (4), também condenou outro integrante do grupo. As penas são de seis anos e oito meses e cinco anos e quatro meses de prisão, respectivamente, com cumprimento inicial em regime semiaberto. Ambos poderão recorrer em liberdade.

A condenação é resultado de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Polícia Civil, durante a Operação Terra Justa, deflagrada em abril de 2025.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuou por mais de dez anos em propriedades rurais da região, utilizando armamento, fardamento padronizado e estrutura semelhante à militar para intimidar moradores de comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto.

Ainda conforme a denúncia, a organização utilizava empresas de segurança privada sem autorização da Polícia Federal para promover ameaças, impedir o acesso de moradores às áreas ocupadas tradicionalmente, destruir cercas e praticar invasões de terras.

Na sentença, a Justiça entendeu que ficou comprovada a existência de uma organização armada, com estrutura hierarquizada e atuação permanente. O sargento da reserva foi apontado como líder do grupo, responsável pela coordenação das ações, distribuição de funções e controle do armamento utilizado pelos integrantes.

As investigações culminaram na Operação Terra Justa, quando foram cumpridos mandados judiciais e apreendidos armamentos, munições e equipamentos de comunicação utilizados pela organização criminosa.

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