O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
Na decisão, Mendonça afirma que ele e o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, foram monitorados sistematicamente pela inteligência da PF ao longo de todo o mês de agosto. Seis relatórios teriam sido produzidos entre os dias 3 e 31, analisando decisões do ministro e sua relação com a AGU.
O magistrado classificou os documentos como “apócrifos” e afirmou que o monitoramento de um ministro da Suprema Corte é “gravíssimo”.
O afastamento ocorre em meio à crise entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, que se agravou após o primeiro retirar o sigilo de mensagens envolvendo Moraes e o Banco Master.
A Segunda Turma do STF já formou maioria para manter a decisão, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Mendonça também determinou a suspensão da produção de relatórios de inteligência sobre magistrados e a abertura de investigações criminais e administrativas na Corregedoria da PF.