ONU aprova novo mapa-múndi que corrige distorções e amplia proporção da África

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, na última sexta-feira (4), a adoção de um novo mapa-múndi baseado na projeção Equal Earth, que substitui o tradicional modelo de Mercator, usado há séculos. A mudança, impulsionada por uma mobilização da União Africana, tem como principal objetivo reduzir as distorções cartográficas que sempre superdimensionaram países do Hemisfério Norte em detrimento das regiões tropicais. Com a nova representação, a África finalmente aparece em proporções muito mais próximas de seu tamanho real, corrigindo um dos maiores erros históricos da geografia visual.

O Brasil também sai ganhando com a atualização. Na projeção de Mercator, o território brasileiro costumava ser equiparado ao Alasca em dimensões aparentes — mas, na realidade, o país é cerca de cinco vezes maior que o estado norte-americano. O novo mapa ajusta essa relação e oferece uma visão mais fiel das áreas continentais, beneficiando não apenas a América do Sul, mas todo o chamado “Sul Global”. A adoção da Equal Earth, porém, não elimina completamente as deformações (já que nenhuma projeção plana é perfeita), mas representa um avanço significativo rumo a uma representação mais justa e equitativa do planeta.

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